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INSTITUTO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES
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Cirurgias e Inovações Técnicas
Inovações Técnicas
Implante Transcateter da Valva Aórtica

 

A estenose aórtica degenerativa é a doença valvar mais frequente em países desenvolvidos. Ocorre em cerca de 5% das pessoas com mais de 75 anos e decorre da calcificação dos folhetos da valva, dificultando a saída de sangue do coração para a aorta. Quando começa a dar sintomas (dor no peito, cansaço ou desmaios) a evolução é muito ruim e o risco de morte sem tratamento é alto. Hoje, a troca da valva por cirurgia convencional constitui o tratamento de escolha para a estenose aórtica grave sintomática. No entanto, a estenose aórtica frequentemente acomete indivíduos em faixa etária elevada com doenças associadas. Em decorrência disso, estima-se que aproximadamente um terço dos pacientes com estenose aórtica sintomática sejam preteridos do tratamento cirúrgico pelo alto risco de mortalidade operatória. Recentemente, o implante da valva aórtica por cateter foi desenvolvido como alternativa terapêutica menos invasiva para o subgrupo de pacientes com risco elevado para cirurgia convencional, seja pela idade avançada ou por doenças associadas.

Figura 1: Valva aórtica normal.

Figura 2: Folhetos espessados e calcificado.

Figura 3: Valva aórtica com 2 folhetos.

Figura 4: Valva aórtica Implante Transapical.

Figura 5: Valva Aórtica Implante Transfemoral.

O implante de valva aórtica por cateter pode ser feito por duas vias: transfemoral ou transapical.

 

Na via transfemoral todo o procedimento é feito através da virilha, com a valva sendo implantada por cateteres, que navegam por dentro do sistema arterial, desde a artéria femoral até a o coração. A valva doente é dilatada por um balão e a prótese é implantada. O procedimento é menos invasivo que a cirurgia convencional.

 

Na via transapical, quando o acesso femoral não é adequado, uma pequena incisão é feita no lado esquerdo do tórax, abaixo do mamilo. O sistema da valva com cateter é introduzido diretamente no coração pela ponta do ventrículo esquerdo, dilatando a valva e liberando a prótese em cima da valva doente, aliviando a obstrução.

Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva

Tratamento Endovascular da Aorta Torácica e Abdominal

Já no processo endovascular (também chamada de implante de endoprótese) ao invés de incisões grandes no tórax ou abdome são feitas pequenas incisões de 3 a 4 cm na região da virilha para se ter acesso às artérias femorais. Através destas pequenas incisões uma endoprótese é inserida por um catéter pela artéria femoral até o local do aneurisma, onde é liberada.

 

Uma vez liberada a endoprótese redireciona o fluxo sanguíneo, excluindo o aneurisma da circulação. Estas endopróteses se fixam no interior da aorta através de sua força radial ou de pequenos ganchos. A endoprótese reforça a parte enfraquecida da aorta para prevenir a ruptura do aneurisma. Estas próteses são feitas de uma liga metálica chamada nitinol ou aço, que tem alta resistência e maleabilidade e recobertas por tecido (Dacron ou PTFE). O procedimento pode ser feito com anestesia regional (bloqueio peridural ou raquidiana) ou mesmo anestesia local. Como o procedimento é bem menos invasivo o risco é menor e a recuperação mais rápida. Entretanto não é isento de riscos. O paciente deve permanecer em acompanhamento pós procedimento realizando tomografias periódicas, principalmente para se ter certeza do correto posicionamento da endoprótese e para verificar a ocorrência de “endoleaks” (vazamento de sangue entre a endoprótese e o aneurisma). Ainda aguardamos para avaliar os resultados a longo prazo.

 

 

Cirurgia de Revascularização do Miocárdio

Figura 1. Ponte de mamária

 

O cirurgião retira um segmento de um vaso sanguíneo saudável de outra parte do corpo para fazer uma ponte e ultrapassar esta parte doente da coronária. A artéria mamária pode ser retirada de dentro do tórax, pela mesma incisão e suturada com a coronária, adiante do local da obstrução. Um pedaço da veia safena também pode ser utilizado, dependendo do número de pontes necessárias. Uma extremidade é suturada na coronária e a outra na aorta. Com as pontes implantadas o sangue utiliza este novo caminho para irrigar o músculo cardíaco.

 

- PÓS-OPERATÓRIO

 

Após a cirurgia o paciente permanece cerca de 2 dias em uma CTI cardíaca com frequência cardíaca e pressão arterial monitorizadas de forma contínua. Logo que o paciente acorda o tubo da anestesia para respiração é retirado. São administrados medicamentos na veia para o controle da dor e, se necessário para a pressão. Os familiares podem fazer visitas 3 vezes ao dia. Após, o paciente é transferido para o quarto, onde permanece por mais 3 ou 4 dias.

Transplante Valvar Aórtico

Apesar de não totalmente determinadas, o autoenxerto pulmonar é a opção que mais se aproxima do normal para substituição valvar aórtica. Apresenta potencial de cura da doença valvar aórtica, fornecendo à criança uma valva que irá crescer a proporção do crescimento somático. Não necessita de anticoagulação e é essencialmente sem risco de tromboembolismo. O estilo de vida do paciente com autoenxerto é o mais próximo do normal dentre as opções das próteses valvares.

 

O autoenxerto pulmonar é o melhor substituto disponível para valva aórtica em crianças, jovens, mulheres que desejem engravidar e, quase certamente, para pacientes com expectativa de vida maior que 20 anos.

 

A escolha do substituto valvar aórtico mais adequado para crianças e adultos jovens ainda é bastante debatida.

 

Os resultados obtidos com o emprego de próteses mecânicas atestam a sua adequada durabilidade, entretanto, a ocorrência de tromboembolismo periférico, trombose valvar e/ou fenômenos hemorrágicos, em decorrência do uso de anticoagulantes, ainda é causa de significativa morbi-mortalidade tardia.

 

O homoenxerto valvar aórtico, fresco ou criopreservado, é alternativa bastante atrativa, visto seu excelente desempenho funcional, ausência de complicações tromboembólicas e mínima morbidade tardia. Entretanto, apesar da comprovada viabilidade de células endoteliais e fibroblastos, sabe-se que os homoenxertos valvares não apresentam capacidade normal de regeneração, além de estarem sujeitos a variados graus de rejeição imunológica. Dessa forma, apesar de sua durabilidade ser superior à das próteses biológicas convencionais, as alterações teciduais degenerativas e por fadiga ainda constituem fatores limitantes, especialmente em crianças e adolescentes.

 

©2011. Dr. George Soncini. Todos os Direitos Reservados.